Her private Hell

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Agulha no Palheiro

Fui ao Rio esses dias. São tantas coisas, tantos lugares, tão longes um do outro que visto la de cima, bem la de cima tudo parece tão perto, próximo.

A noite as ruas são tão bonitas, luzes, aquele movimento, emoção. Os morros parecem um céu cheio de estrelas.

Estrelas essas que iluminam cada casa, de cada pessoa, de cada história.

“Vejo o tempo nas rodas dos carros” “sentimentos viram perigo” - PB

Pelo tempo curto, vi tudo da janela de um carro. E da janela comecei a reparar em cada pessoa, na rua com seus relógios, com sua “cruz” nas costas.

Já paro pra pensa? Em cada pé andando pra la e pra cá? Nas pessoas que ali estão. Dentro da minha concepção de mundo comecei a imaginar suas histórias, sua vida, situação e o porque de cada coisa. 

Minha cabeça tem um problema, ela não consegue concentrar em uma coisa, se tudo na minha vida ta interligado. É um problema pra horas que exigem concentração eu diria.

Fiquei me imaginando nas histórias nas reações.

Acho bonito ser, ser humano, são tantas coisas simples que a gente complica, são tantos sentimentos loucos que nos cercam e ainda sim limitamos nas palavras.

É tanta gente, tanto desejos, tantas necessidades, por mais que as vezes acho que a humanidade (me incluo nessa) seja a pior coisa para o mundo. Mas são vidas, são situações diferentes você não saberia como reagir diante de cada coisa que aparecesse aos olhos. Os olhos nem sempre são espelhos mas bloqueios de almas. 

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Permalink “essa sede de outro corpo é que nos deixa loucos e vai matando a gente aos pouquinhos”
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Eu gosto de olhos que sorriem e de silêncios que se declaram.
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